"A toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade: As ações mútuas de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e dirigidas em sentidos opostos"
Terceira Lei de Newton
Se existe uma única certeza nessa vida terrestre é que o mundo gira. Em 365 dias a Terra faz uma volta completa em torno do Sol e, minha gente, em um ano muita coisa pode mudar na nossa vida.
Não sou uma pessoa que gosta de surpresas e fujo de coisas não planejadas. Tenho ansiedade e portanto só o fato de algo não sair exatamente como eu planejei me dá palpitações, mas não é segredo para ninguém que nem tudo sai como a gente quer. E isso me dá muito medo.
Até um ano atrás me via cheia de esperanças, com a vida inteira planejada - pelo menos até o doutorado - e conseguia dormir tranquila sabendo que se seguisse exatamente os passos que havia traçado, o universo conspiraria ao meu favor. Obviamente quando falo que o universo tem a capacidade de conspirar, me refiro ao sentido figurado da palavra, afinal de contas, sou uma estudante de física e se tem uma coisa que eu sei é que o universo é alheio a minha existência.
Dito e feito: Embora eu achasse que tinha tudo sob controle, as coisas começaram a desmoronar. Absolutamente nada que eu fazia dava certo. Nada. Levantar da cama e sair para encarar o mundo havia se transformado em um pesadelo. Eu não tinha mais vontade de estudar, ler e nem comer. Comecei a comprar coisas que não queria e nem precisava porque tinha a necessidade de preencher o enorme vazia que a minha existência se tornou. Eu precisava me apoiar em alguma coisa. Qualquer coisa. Se aparecesse algum membro da Carreta Furacão vestido de Yoda com alguma frase pronta sobre destino, possivelmente eu acreditaria.
Precisava de amigos. Precisava de muita ajuda para sair do buraco que havia me enfiado, mas onde eles estavam? Eu sempre fiz tudo pelos meus amigos e na hora que eu mais precisei parece que haviam tomado chá de sumiço. Contei com a ajuda de meia dúzia de gatos pingados que tiveram muita paciência e força para me ajudar a levantar. O resto voltou a aparecer quando precisou de algum favor ou conselho. A esses, meu mais sincero foda-se.
O que posso dizer? Foi um ano intenso, cheio de mais baixos do que altos. Consigo contar nos dedos de uma única mão as vitórias que conquistei e quando pensei que finalmente as coisas estavam melhorando... BAM! Eu tive um semestre horrível na faculdade, seguido de uma notícia horrível que me deixou vomitando de nervosismo durante duas semanas. O resultado? Um final de semana inteiro no hospital tomando Rivotril na veia e um laudo atestando crises de pânico e ansiedade. Apoio emocional? Só de alguns livros de auto-ajuda. Os amigos da faculdade que tanto viviam me pedindo ajuda? "Nunca nem vi". Eu estava jogada na lama sem perspectiva de melhoras ou de continuar em frente. Foi um processo longo e doloroso até voltar a ter coragem para sair do quarto sem ter algum tipo de crise de pânico.
Talvez você esteja se perguntando o que raios a Terceira Lei de Newton tem a ver com esse dramalhão. Bom, acontece que a Terceira Lei de Newton explica que quando uma força é aplicada por um corpo em outro, esse último exerce a mesma força de volta no primeiro. E no meu caso, o sistema de dois corpos era composto por mim e pelo chão, onde passei jogada mais de 80% por cento do ano. Por mais que eu insistisse em ficar jogada sem nenhuma perspectiva futura, a fossa deu um jeito de me mostrar que apesar de tudo ainda sobrou um pouquinho de força para levantar e foi isso o que eu fiz: Apliquei uma força tão forte no chão que consegui levantar. Um pouco machucada, mais um pouco mais sábia e bem menos trouxa. Liguei o botão do foda-se e o deixei emperrar.
Por mais que as coisas não estejam exatamente como eu gostaria que tivessem, aprendi que não há nada que me deixe jogada na sarjeta durante muito tempo, pois eu sempre vou dar um jeito de levantar porque, se tem algo que eu aprendi esse ano, é que do chão a gente não passa.
Não sou uma pessoa que gosta de surpresas e fujo de coisas não planejadas. Tenho ansiedade e portanto só o fato de algo não sair exatamente como eu planejei me dá palpitações, mas não é segredo para ninguém que nem tudo sai como a gente quer. E isso me dá muito medo.
Até um ano atrás me via cheia de esperanças, com a vida inteira planejada - pelo menos até o doutorado - e conseguia dormir tranquila sabendo que se seguisse exatamente os passos que havia traçado, o universo conspiraria ao meu favor. Obviamente quando falo que o universo tem a capacidade de conspirar, me refiro ao sentido figurado da palavra, afinal de contas, sou uma estudante de física e se tem uma coisa que eu sei é que o universo é alheio a minha existência.
Dito e feito: Embora eu achasse que tinha tudo sob controle, as coisas começaram a desmoronar. Absolutamente nada que eu fazia dava certo. Nada. Levantar da cama e sair para encarar o mundo havia se transformado em um pesadelo. Eu não tinha mais vontade de estudar, ler e nem comer. Comecei a comprar coisas que não queria e nem precisava porque tinha a necessidade de preencher o enorme vazia que a minha existência se tornou. Eu precisava me apoiar em alguma coisa. Qualquer coisa. Se aparecesse algum membro da Carreta Furacão vestido de Yoda com alguma frase pronta sobre destino, possivelmente eu acreditaria.
Precisava de amigos. Precisava de muita ajuda para sair do buraco que havia me enfiado, mas onde eles estavam? Eu sempre fiz tudo pelos meus amigos e na hora que eu mais precisei parece que haviam tomado chá de sumiço. Contei com a ajuda de meia dúzia de gatos pingados que tiveram muita paciência e força para me ajudar a levantar. O resto voltou a aparecer quando precisou de algum favor ou conselho. A esses, meu mais sincero foda-se.
O que posso dizer? Foi um ano intenso, cheio de mais baixos do que altos. Consigo contar nos dedos de uma única mão as vitórias que conquistei e quando pensei que finalmente as coisas estavam melhorando... BAM! Eu tive um semestre horrível na faculdade, seguido de uma notícia horrível que me deixou vomitando de nervosismo durante duas semanas. O resultado? Um final de semana inteiro no hospital tomando Rivotril na veia e um laudo atestando crises de pânico e ansiedade. Apoio emocional? Só de alguns livros de auto-ajuda. Os amigos da faculdade que tanto viviam me pedindo ajuda? "Nunca nem vi". Eu estava jogada na lama sem perspectiva de melhoras ou de continuar em frente. Foi um processo longo e doloroso até voltar a ter coragem para sair do quarto sem ter algum tipo de crise de pânico.
Talvez você esteja se perguntando o que raios a Terceira Lei de Newton tem a ver com esse dramalhão. Bom, acontece que a Terceira Lei de Newton explica que quando uma força é aplicada por um corpo em outro, esse último exerce a mesma força de volta no primeiro. E no meu caso, o sistema de dois corpos era composto por mim e pelo chão, onde passei jogada mais de 80% por cento do ano. Por mais que eu insistisse em ficar jogada sem nenhuma perspectiva futura, a fossa deu um jeito de me mostrar que apesar de tudo ainda sobrou um pouquinho de força para levantar e foi isso o que eu fiz: Apliquei uma força tão forte no chão que consegui levantar. Um pouco machucada, mais um pouco mais sábia e bem menos trouxa. Liguei o botão do foda-se e o deixei emperrar.
Por mais que as coisas não estejam exatamente como eu gostaria que tivessem, aprendi que não há nada que me deixe jogada na sarjeta durante muito tempo, pois eu sempre vou dar um jeito de levantar porque, se tem algo que eu aprendi esse ano, é que do chão a gente não passa.

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